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Rodrigo Amarante realizou um show intimista e emocionante nessa quinta-feira (12/11), no Rio de Janeiro. Foto: Isabelle Saint Martin

 

Rodrigo Amarante divulgou, apenas dois dias antes, em sua conta no Facebook, o show que aconteceu nesta quinta-feira (12/11), no Parque Lage, no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro. O pouco tempo de divulgação não impediu que centenas de fãs, sempre devotos, lotassem o pequeno espaço reservado no parque para o show. Apertados e emocionados, entoaram com a frequente comoção as músicas do cantor carioca.

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Foto: Isabelle Saint Martin

Com estrutura bem diferente das vistas nos shows do Los Hermanos, na Marina da Glória, na semana anterior, a grande aproximação no pequeno espaço, fez com que a admiração e a felicidade dos fãs inundassem o palco e aproximassem ainda mais o cantor da plateia. Uma rápida intimidade foi criada e Amarante, irreverente como sempre, se soltou e se deixou levar pela ótima atmosfera. Amarante que já declarou que “a música fala por si só”, explicou como algumas canções foram feitas e contou, em diversos momentos, histórias e curiosidades. Prato cheio para os fãs.

Amarante estava munido apenas com sua voz e seu violão, mas isso não quis dizer que eram os únicos sons ouvidos no palco. Rodeado de uma natureza exuberante que se escondia por de trás da noite, o vento e os grilos ajudaram a compor os tons das músicas, além dos assobios dos fãs que, por muitas vezes, tiveram o mesmo papel dos outros instrumentos, deixando o show ainda mais ímpar. A apresentação encerrou o ciclo do seu projeto e primeiro CD solo feito pelo cantor desde o hiato do Los Hermanos. A maioria das músicas do CD, “Cavalo”, foram escutadas no show. Canções como “Maná”, feita para a sua irmã; “Hourglass”, “I’m  Ready”, “Irene” e a francesa “Mon Nom”, além de “Tuyu”, inédita canção tema da série norte-americana “Narcos”, interpretada pelo brasileiro Wagner Moura.

Outro grande momento, foi durante a canção “Tardei”, um dos singles do álbum. Amarante resolveu reger o público, explicando o que eles deveriam cantar no refrão. Primeiro definido como brega, o que arrancou sorrisos do público e dele, depois confidenciando que havia visto algo parecido no show de Hermeto Pascoal. “Só que com mais classe”, resumiu. A plateia bem educada pelo maestro Amarante, cantou o
refrão, uníssono, que ecoava por entre as árvores e flutuava sobre os olhos de todos. O tradicional bis foi composto por três canções e grande histórias. Confidenciou aos fãs que era frequentador do Parque na juventude e destacou as belezas naturais como “maravilhas tropicais”. Depois, relembrou canções de outros projetos pós Los Hermanos que ilustraram sua carreira, como a bela “Evaporar”, dos tempos de Little Joy e “Pode Ser”, um sambinha feito junto com a Orquestra Imperial.

Durante todo show, elogios foram rasgados ao público, que ele classificou como “um pessoal de alto astral”, além de ressaltar a falta de uso de celulares durante a apresentação. “A memória dura muito mais que o HD”, disse em determinado momento. Para brindar a memória, encerrou o show com “o que era para ser um xote e tomou um outro caminho”, a canção “Condicional”, do “4”, o último álbum do Los Hermanos, para delírio e emoção dos fãs, que saíram do Parque Lage, banhados de nostalgia e anseios para próximos projetos e encontros com Rodrigo Amarante.

 

por Igor Galletti

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