A Legião Urbana organizou a rockonha e fez todo mundo dançar na Fundição Progresso, no último sábado (23), no Rio. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá subiram ao palco com André Frateschi e outros convidados e relembraram, com 25 canções, os 30 anos da banda.

A plateia ficou eufórica com a entrada dos integrantes da “nova” e velha Legião, que há tempos não subiam ao palco da Fundição. Eram centenas de legionários, meninos e meninas, trintões e jovens de dezesseis, órfãos e uníssonos, que pareciam não acreditar no que estavam vendo no palco. A Legião Urbana começa a dar novos passos e se reescreve contando a mesma história. São as mesmas músicas de algumas dezenas de anos, com alguns novos detalhes: um novo solo de guitarra, introdução das canções de outros artistas, como foi visto em “Quatro Estações”, onde a banda cantou o refrão de “Heroes”, de David Bowie.

André Frateschi, ator e novo intérprete dessa nova fase da Legião Urbana, conseguiu dar sua versão às músicas de Renato Russo. Um dos trunfos de Frateschi foi o de aceitar sua condição e não tentar fazer uma nova versão de Renato, mas sim imprimir sua própria personalidade às canções.

André não estava sozinho, contou com a participação do cearense Jonnata Doll, da banda “Jonnata Doll  e Os Garotos Solventes”, na abertura do show; da carioca Marina Franco e também de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, que assumiram os vocais em determinadas canções, mostrando uma nova faceta “democrática” da banda; tentando, talvez, suprir a falta – que grita – de seu ex-vocalista, Renato Russo.

Renato, por sua vez, estava presente, quase sem querer, na Fundição, pois suas fotos eram projetadas no telão: fotos suas, de suas letras e da banda nos velhos tempos. Estava presente na força lírica e contestadora de suas músicas, que eram cantadas letra a letra, por sua legião urbana de fãs, onde era percebido em cada verso. Impressionante poder perceber a atualidade das velhas músicas da Legião. Ouvida e cantada por pais e filhos, suas canções resistem a força do tempo, fazem-se presentes ao nosso presente, conseguindo ainda, retratar o cenário atual da política e dos problemas sociais do país e as aspirações dos jovens.

Em um momento em que o Brasil se pergunta cada vez mais que país é este?, a Legião Urbana mostra que por mais que as quatro estações passem, ano a ano, pra eles não têm tempo perdido e que ainda é cedo para que eles saiam do palco.

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