O momento político do Brasil ganhou espaço no enorme telão de LED do primeiro show de Roger Waters, pela turnê US and Them, na Arena Allianz Park, em São Paulo. Na noite desta terça-feira (9/10), o artista e um dos fundadores da banda Pink Floyd provocou aplausos e vaias do público brasileiro ao enquadrar o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) como um neofascista.

Na lista, exibida durante o concerto, Waters apresentou nomes de fascistas e os respectivos países. Bolsonaro, representando o Brasil, apareceu ao lado de líderes como Donald Trump (Estados Unidos), Vladimir Putin (Rússia) e os premiês Viktor Orbán (Hungria) e Jaroskaw Kaczynski (Polônia). A projeção também ganhou as cores da bandeira LGBT e exibiu a #Elenão.

 

“Mãe, eu deveria concorrer à presidência? Mãe, eu deveria confiar no governo? Mãe, eles me colocarão na linha de fogo?”, cantou Roger Waters pela primeira vez em 1979, na canção “Mother”, do icônico The Wall.

De lá pra cá, o Pink Floyd se manteve político até seu fim em 2014, e seus membros seguiram passando a mensagem em suas carreiras solos. Alguns mais, outros um pouco menos, mas sempre esteve ali. Waters, por sua vez, vira notícia de tempos em tempos por compartilhar sua posição política — a mais recente delas é sua crítica à relação de Israel com a Palestina, a qual chama de “apartheid”.

Conhecido por se posicionar politicamente durante as atuações, Roger Waters, 75 anos, cumpriu com a promessa que fez durante uma coletiva de imprensa sobre a turnê, concedida no fim do ano passado. Segundo ele, os shows iriam avisar às pessoas de que governantes pouco capacitados estão no poder. “É por isso que as pessoas querem sair por aí e se embebedar. Querem esquecer disso, e não ficar nem aí para a política, ficar nem aí para os direitos humanos”, declarou, à época.

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